Planos de saúde antigos terão reajuste mais altos, define ANS

Se você ou sua empresa possuem um plano de saúde contratado antes de 1998, os chamados “contratos antigos”, uma novidade importante acaba de ser divulgada. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu os limites máximos de aumento que as operadoras podem aplicar nesses boletos ao longo deste ano.

O teto do reajuste foi dividido em duas categorias:

  • Até 5,52% para operadoras de Medicina de Grupo (como a Amil);
  • Até 6,2% para Seguradoras Especializadas em Saúde (como Bradesco Saúde, SulAmérica e Itauseg).

Em comparação com o ano anterior, os índices ficaram ligeiramente mais baixos, já que as seguradoras puderam aplicar até 7,16% e as medicinas de grupo até 6,47%.

Enquanto isso, planos contratados após a data de referência, sofreram reajuste máximo de 5,11% em 2026.

Por que esses planos têm regras diferentes?

Antes de a lei que regulamenta os planos de saúde entrar em vigor, em 1998, os contratos tinham cláusulas de reajuste muito confusas, que pesavam no bolso do consumidor sem critérios claros. Para resolver isso, em 2004, a ANS criou os chamados “Termos de Compromisso”.

Esses termos são acordos assinados com grandes operadoras para substituir aquelas regras antigas e abusivas por um teto fixo anual, trazendo mais transparência e previsibilidade para quem paga a conta. Atualmente, quase 159 mil pessoas no Brasil ainda utilizam planos protegidos por esses acordos.

Fique de olho no seu boleto

O cálculo feito pela ANS para chegar a esses números combina a variação real dos custos médicos com fórmulas técnicas de equilíbrio do setor. A regra é clara: nenhuma operadora vinculada a esses acordos pode cobrar um percentual maior do que o autorizado para o seu tipo de plano.

A sua operadora aplicou um aumento acima de 5,52% ou 6,2% no seu contrato antigo?

Aumentos fora do teto da ANS ou justificativas sem comprovação técnica clara podem ser considerados ilegais pela Justiça, dando a você o direito de reduzir o valor mensal e recuperar o que foi pago a mais.

A Saúde Transparente trabalha exatamente nisso. Todos os dias, analisamos contratos de saúde, identificamos cobranças irregulares e revertemos esses custos, sem perder nem alterar o plano.

Notou uma cobrança acima da porcentagem permitida pela ANS e a operadora não apresentou o cálculo técnico? Pode haver abusividade nesse reajuste.

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